Lia Chaia e Rafael Assef abrem individuais na galeria Vermelho, em São Paulo

Lia Chaia e Rafael Assef abrem individuais na galeria Vermelho, em São Paulo
“Contratempo”, de Lia Chaia, e “João-ninguem”, de Rafael Assef, são as próximas exposições da Vermelho
(Divulgação)
“Contratempo”, de Lia Chaia, e “João-ninguem”, de Rafael Assef, são as próximas exposições da galeria Vermelho, a serem abertas na terça-feira, 23 de julho. A galeria, que está na ativa desde 2002, chega assim à sua centésima exposição.
 
Após ter sua “Picina Dipitco” como uma das obras integrantes da exposição “Circuitos Cruzados” no MAM este ano, Lia Chaia inaugura sua segunda individual, intitulada “Contratempo”, que reúne uma série de novos trabalhos criados a partir de 2012, que se desdobram em desenhos, fotografias, esculturas, vídeo e instalações. 
 
Tema recorrente na obra da artista, o conflito entre natureza e civilização são as diretrizes também desses novos trabalhos. O corpo surge mais uma vez como elemento questionador das obrigatoriedades do cotidiano. Na instalação “Curva de Jardim” (2013), a fachada da Vermelho ganha módulos de ferro dobrados, montados lado a lado, formando uma cerca que restringe a mobilidade dos visitantes, revelando o indivíduo atual, acuado e em busca de saídas. 
 
"Folha Quadrada", de Lia Chaia
 
Conteúdo semelhante aparece em “Lança” (2013), uma colagem que reproduz grades de ferro na forma de lanças pontiagudas. Chaia emprega o desenho original desses objetos, normalmente utilizados em casas e edifícios como forma de proteção, com o objetivo de questionar sua eficiência.
 
Rearticulando constantemente seus temas e priorizando novas pesquisas de linguagem, Lia Chaia lança um olhar crítico, e ao mesmo tempo poético, sobre as circunstâncias atuais. Na obra “Folha-leito” (2013), a fotografia é utilizada como instrumento documental, criando um comentário sobre a passagem do tempo que aponta para a transitoriedade do humano e do orgânico. Já em “Quadrada” (2013), folhas verdes perdem seus contornos orgânicos, adquirindo ângulos retos, indicando a versatilidade inata de todo organismo em se adequar à lógica da convivência.
 
“João-ninguem”, de Rafael Assef
No mesmo dia 23, o artista Rafael Assef também inaugura sua individual na galeria. “João-ninguem” apresenta elementos da recente pesquisa do artista. Em vez de retratar marcas pessoais comuns a seus trabalhos, Assef aborda questões mais universais, que dizem respeito aquilo possível de ser identificado em todo indivíduo.
 
Em séries anteriores, como “Amigos Azuis” (1998) ou “Cartografia” (2004), Assef refletia sobre os limites do corpo por meio do registro de intervenções na própria pele ou na de voluntários. Agora, em “Quadrados na Cor da Pele”, políptico que está presente nesta mostra, o artista convidou nove pessoas para tatuarem sobre partes de seus corpos quadrados preenchidos com tinta similar a cor da própria pele. Posteriormente, Assef fotografou as nove tatuagens. Quase invisíveis e apresentadas lado a lado, as imagens dessas tatuagens apontam não mais para aquilo que em obras anteriores distinguia o indivíduo. Ao contrário, elas revelam o que têm em comum.
 
"Quadrados na Cor da Pele", de Rafael Assef
 
Serviço:
“Contratempo”, de Lia Chaia [salas 1 e 2], e “João-ninguem”, de Rafael Assef [sala 3] - Vermelho
Rua Minas Gerais, 350 - Consolação - São Paulo - SP
Até 17 de agosto
De Terça a sexta-feira, das 10h às 19h; Sábados, das 11h às 17h
Tel.: (11) 3138 1520
Livre\ Grátis